terça-feira, 6 de novembro de 2018

Serrana opera procedimentos complexos no aterro sanitário


No município de Lages e em outros da região da Serra de Santa Catarina, cada habitante produz, em média, meio quilo de lixo por dia. Não parece uma quantidade tão expressiva, contudo, se imaginado o volume de aproximadamente 170 mil habitantes somente de Lages, o número aumenta consideravelmente: 120 toneladas de resíduos diariamente. Em grandes centros urbanos esta quantia pode alcançar 1,5 quilos. As projeções são insuperáveis quando se trata dos sete bilhões de pessoas no mundo.

Uma reunião na manhã desta terça-feira (6 de novembro), no gabinete do prefeito Antonio Ceron, tratou questões inerentes à operação e administração do aterro sanitário municipal, com a presença do vice-prefeito Juliano Polese; secretários da Administração e Fazenda, Antonio Cesar Arruda, de Serviços Públicos e Meio Ambiente, Euclides Mecabô e municipal de Águas e Saneamento (Semasa), Jurandi Agustini; procurador-geral do Município (Progem), Agnelo Miranda, e o diretor da Serrana Engenharia, Odair J. Mannrich, além de outros profissionais engajados no tema. Ao final da manhã, a comitiva visitou o espaço do aterro sanitário do município, à margem da BR-282, no distrito Índios, e soube detalhes técnicos. “A preservação do meio ambiente é uma preocupação mundial. Lages está de mangas arregaçadas para procurar sempre a melhor saída para que as definições causem o menor impacto possível. Por isto fizemos esta conversa para nos inteiramos mais ainda e cuidar deste nosso patrimônio”, reitera o prefeito.

A Serrana executa os serviços de coleta, transporte, tratamento e destinação de resíduos sólidos em Lages. A empresa assumiu o aterro em agosto de 2013 por ser a 2ª colocada no processo licitatório depois de a 1ª, denominada ESA, passar por impedimentos diante da constatação de irregularidades e, consequentemente, o aterro foi interditado à época, após a Fundação do Meio Ambiente (Fatma) e a Polícia Militar Ambiental constatarem problemas, como geomembrana rasgada, pontos de vazamento, falhas no sistema de drenagem de chorume, drenagem pluvial com carga de chorume, instabilidade do maciço (provocando risco de desmoronamento), drenagem de gás obstruída.

Com construção de nova célula em argila compactada e geomembrana de pead, a Serrana foi aos poucos solucionando os apontamentos. As células novas foram feitas com argila compactada, sistema de drenagem de chorume e gás, queimadores de gás com flare a fim de reduzir a emissão de metano, além de sistema de drenagem pluvial com canaletas de concreto resolveram os antigos problemas, tornando os vazamentos inexistentes.

Diversas melhorias foram feitas na ETE, entre elas laboratório para análises no próprio aterro e contratação de empresa terceirizada para verificações de monitoramento, além de implantação de casa como abrigo de bombas, de equipamento “espanta pássaro” e de balança rodoviária calibrada e registrada pelo Inmetro para pesagem de resíduos chegados ao aterro, colocação de pneus como barreira a impedir desmoronamentos e plantio de grama. Melhorias em segurança, com vigilância 24 horas, rondas, cercas, interfones e placas também são mecanismos de controle de acesso consolidados naquele local. A prefeitura de Lages fiscaliza todos estes trabalhos permanentemente, o que é feito também por uma engenheira ambiental do Ministério Público (MP).

No encontro com as autoridades neste dia 6 de novembro, a terceirizada Serrana apresentou um relatório com as melhorias desenvolvidas ao longo destes cinco anos no espaço do aterro. Depois de uma vistoria pela empresa RG, a Progem de Lages notificou a Serrana, que efetuou as alterações necessárias, e justificou suas decisões ao Município. As observações feitas permearam pontos referentes a isolamento de área no sistema de tratamento de efluentes, acesso a lagoas, impermeabilidade em maciços, escoamento de chorume, frente de trabalho, matérias de cobertura, recalque de lodo, flaculações e demanda bioquímica de oxigênio.

De acordo com o diretor da Serrana Engenharia, Odair J. Mannrich, um aterro sanitário tem basicamente três funções: “Proteger o maciço contra vazamentos; drenagem e queima do gás tóxico, e drenagem e tratamento do chorume para que seja encaminhado ao córrego sem degradações e prejuízos ao meio ambiente, com o confinamento de resíduos em respeito às normas e legislações nacionais, estaduais e municipais. A segregação correta de resíduos dentro de casa, com reaproveitamento de materiais e reciclagem, pode ajudar nesta construção da consciência ambiental.”

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