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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Projeto do CAV propõe monitorar nível de contaminação das águas do Carahá

Um projeto do Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), através do Departamento de Engenharia Ambiental, patrocinado pelo Fundo Municipal do Meio Ambiente, tem o objetivo de avaliar o nível de contaminação da água do rio Carahá através de análises biológicas e físico-químicas e estabelecer índices de qualidade da água do rio. 

Os dados serão utilizados como subsídio para a elaboração do plano de gerenciamento da bacia do rio Canoas.
Serão selecionados dez pontos de monitoramento ao longo do Carahá, começando pela nascente até a foz com o rio Caveiras, no município de Lages. As coletas, um total de dez, serão realizadas durante um período de dois anos. 

Segundo o coordenador do projeto, o professor Everton Skoronski, por estar situado em sua maior parte próximo a áreas povoadas, ao longo de seu percurso o rio Carahá recebe importante parte do esgoto doméstico e industrial da cidade, comprometendo a qualidade de suas águas.


Além disso, frente a uma multiplicidade de alterações ambientais, as metodologias tradicionais de classificação de águas, baseadas apenas em características físico-químicas, claramente não são suficientes para a avaliação ecológica do ambiente. Conforme o projeto, faz-se necessário o desenvolvimento e a aplicação de metodologias que integrem as informações físicas, químicas e biológicas como o biomonitoramento utilizando-se organismos aquáticos como macroinvertebrados bentônicos e, dessa forma, estabelecer medidas de controle e prevenção a agentes poluidores.
Com base nesse cenário, o trabalho visa avaliar a qualidade da água, sendo um rio urbano, com a ocupação do seu entorno, afetando assim suas características. 
“Os dados obtidos serão fundamentais para o monitoramento da qualidade da água rio Carahá, de forma a apresentar um diagnóstico sob o ponto de vista de parâmetros físico-químicos, microbiológicos e biológicos”, destaca a bióloga da Secretaria de Meio Ambiente, Michelle Pelozato.

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